::..RETRATO FIEL..::


* Agora na versão SEM APARELHO *

NA VERDADE, EU ESTOU... Meu humor atual - i*Eu ...........................................

::..PERFIL, FRENTE, VERSO..::

::Nome? Maíra

::Veio ao mundo quando? 9 de março de 1985

::Signo? Peixes

::Onde mora? Rio de Janeiro, Sulacap

::O que faço da vida? AGORA SOU UMA FELIZ UNIVERSITÁRIA DA UFRJ, cursando Geografia. Além disso estou buscando força de vontade para terminar meu relatório de estágio, afinal sou quase técnica em controle ambiental.

::Gosto de que? dançar, namorar, sair pra virar a noite com os amigos, pôr-do-sol, animação japonesa,abraços, frutas, cantar, dormir

::Que comida? Japonesa e chinesa

::Quais filmes? Matrix, A espera de um Milagre, Sexto Sentido, Senhor dos Aneis, Ran, o Último Samurai, Um sonho de Liberdade, Amnésia, Vanilla Sky... por aí vai

::O que mais quer agora? Conseguir absorver de verdade o máximo de conteúdo possivel Desse curso maravilhoso que é a geografia. E ir ao oftalmologista, não aguento mais sentir sono toda vez que vou ler >_<

::pRa QuE iSsO? Bem, fiz esse blog pra falar sobre nada mais nada menos q a minha vida e tudo q tem na minha cabeça (sem brincadeirinhas infames, por favor). Não vou perder meu tempo para dar um motivo nobre a este blog, além disso a relevância dos meus assuntos depende de quem lê. Boa sorte pra você.

>> A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: Por que MAÍRA 2D?

Bem, nós vivemos num mundo onde podemos perceber 3 dimensões... é o tal do 3D. Sabendo disso imagina a petulância do infeliz que resolveu soltar essa frase pra mim: "Maíra, vc é a única pessoa 2D que eu conheço." O que eu faço com uma criatura dessas? Hein?

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O POVO AO PODER

Quando nas praças s'eleva
Do povo a sublime voz...
Um raio ilumina a treva
O Cristo assombra o algoz...
Que o gigante da calçada
Com pé sobre a barricada
Desgrenhado, enorme, e nu,
Em Roma é Catão ou Mário,
É Jesus sobre o Calvário,
É Garibaldi ou Kossuth.


A praça! A praça é do povo
Como o céu é do condor
É o antro onde a liberdade
Cria águias em seu calor.
Senhor!... pois quereis a praça?
Desgraçada a populaça
Só tem a rua de seu...
Ninguém vos rouba os castelos
Tendes palácios tão belos...
Deixai a terra ao Anteu.


Na tortura, na fogueira...
Nas tocas da inquisição
Chiava o ferro na carne
Porém gritava a aflição.
Pois bem... nest’hora poluta
Nós bebemos a cicuta
Sufocados no estertor;
Deíxai-nos soltar um grito
Que topando no infinito
Talvez desperte o Senhor.


A palavra! vós roubais-la
Aos lábios da multidão
Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.
Mas qu'infâmia! Ai, velha Roma,
Ai, cidade de Vendoma,
Ai, mundos de cem heróis,
Dizei, cidades de pedra,
Onde a liberdade medra
Do porvir aos arrebóis.


Dizei, quando a voz dos Gracos
Tapou a destra da lei?
Onde a toga tribunícia
Foi calcada aos pés do rei?
Fala, soberba Inglaterra,
Do sul ao teu pobre irmão;
Dos teus tribunos que é feito?
Tu guarda-os no largo peito
Não no lodo da prisão.


No entanto em sombras tremendas
Descansa extinta a nação
Fria e treda como o morto.
E vós, que sentis-lhe o pulso
Apenas tremer convulso
Nas extremas contorções...
Não deixais que o filho louco
Grite "oh! Mãe, descansa um pouco
Sobre os nossos corações".


Mas embalde... Que o direito
Não é pasto do punhal.
Nem a patas de cavalos
Se faz um crime legal...
Ah! não há muitos setembros
Da plebe doem os membros
No chicote do poder,
E o momento é malfadado
Quando o povo ensangüentado
Diz: já não posso sofrer.


Pois bem! Nós que caminhamos
Do futuro para a luz,
Nós que o Calvário escalamos
Levando nos ombros a cruz,
Que do presente no escuro
Só temos fé no futuro,
Como alvorada do bem,
Como Laocoonte esmagado
Morreremos coroado
Erguendo os olhos além.


Irmãos da terra da América,
Filhos do solo da cruz,
Erguei as frontes altivas,
Bebei torrentes de luz...
Ai! soberba populaça,
Rebentos da velha raça
Dos nossos velhos Catões,
Lançai um protesto, é povo,
Protesto que o mundo novo
Manda aos tronos e às nações.

Castro Alves



- Postado por: uma anormal aí às 22h26
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