

Quando ouviu pela primeira vez aquelas palavras, Sorriu. E surpreendeu-se por surpreender-se pouco. Ali já começava a não sentir algo diferente.
Depois dos beijos que sentiu e gostou, ele voltou para casa euforicamente... calmo. Sem coração palpitante, sem respiração desritmada. Sem. E depois que o tempo, correndo, avisou-lhe que aquilo era tudo que ele sempre quis, não entendeu. Quis para ela ser tudo, e não foi. Não por não desejar, pois seus sorrisos sempre pediam para que saíssem inteiros, mas por não conseguir.
Talvez o tempo tenha corrido demais, sem dar tempo para explicar-lhe melhor. Mas continuou correndo. E quando ele percebeu que ela o envolvia em cem braços, tentou abraçá-la. Quis com ela ser um, e não foi. Não por não desejar, pois seus gestos procuravam energia, mas por não conseguir.
Ele fitou aqueles olhos, mais profundos desde que ela o conhecera, e procurou-se lá. Achou. Pensava se podia tira-lo de lá, mas não soube o que fazer. Quis não querer... Depois quis saber o que querer. E mesmo sabendo que ela tornava o ar mais doce, flagrou-se sem suspirar por coisas pequenas, sem admirar aquele rosto. Sem
Sem.
Sem.
Então apenas observou o tempo correr.